Concursos federais 2026: Receita Federal, Banco Central, CGU e ANPD somam 426 vagas; veja salários e prazos dos editais
O período pré-eleitoral não freou a máquina de concursos públicos federais. Nas últimas semanas, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou portarias autorizando quatro certames que, juntos, somam 426 vagas em órgãos estratégicos da administração federal: Receita Federal, Banco Central, Controladoria-Geral da União (CGU) e Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Nenhum dos quatro editais foi publicado ainda. A autorização é apenas o primeiro passo formal do processo, que agora segue para a definição da banca organizadora, a elaboração do edital e, só depois, a abertura das inscrições. Mesmo assim, os números já dão o tom de alguns dos concursos mais aguardados do momento, com salários que passam de R$ 20 mil e chegam a quase R$ 29 mil em algumas carreiras.
Receita Federal: 146 vagas para Auditor-Fiscal e Analista-Tributário
O novo concurso da Receita Federal do Brasil foi autorizado em 3 de julho de 2026, pela Portaria MGI nº 5.505. São 146 vagas de nível superior, divididas entre duas das carreiras mais disputadas da área fiscal:
- Auditor-Fiscal (30 vagas): salário inicial de R$ 22.921,71.
- Analista-Tributário (116 vagas): salário inicial de R$ 12.735,99.
Os dois cargos exigem diploma de nível superior em qualquer área de formação, não havendo exigência específica de contabilidade ou direito. As vagas já consideram a reserva de cotas, com oportunidades para ampla concorrência, candidatos negros, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas.
Este será o primeiro concurso da Receita desde 2022, quando a Fundação Getulio Vargas (FGV) organizou o certame com 699 vagas e atraiu 156.373 inscritos. O órgão soma hoje mais de 22 mil cargos vagos entre as duas carreiras, o que ajuda a explicar a urgência da nova seleção. O edital deve ser publicado até 3 de janeiro de 2027.
Banco Central: 170 vagas entre Técnico, Auditor e Procurador
Também autorizado em 3 de julho de 2026, o concurso do Banco Central do Brasil é o maior dos quatro, com 170 vagas distribuídas entre três cargos:
- Técnico (50 vagas): nível médio, com remuneração inicial em torno de R$ 8.940.
- Auditor (100 vagas): nível superior, com salário de cerca de R$ 20.924,80.
- Procurador (20 vagas): superior em Direito, com remuneração que passa de R$ 24 mil.
O cargo de Auditor passa a substituir a antiga nomenclatura de Analista, o que sugere uma possível reestruturação de carreira. A instituição tem déficit de 3.300 cargos em seu quadro. O prazo para a publicação do edital também é 3 de janeiro de 2027. No último concurso, em 2024, organizado pelo Cebraspe, foram oferecidas 100 vagas com salário de R$ 20.924,80 e registrados 38.420 inscritos.
CGU: 60 vagas para Auditor Federal de Finanças e Controle
A Controladoria-Geral da União teve o concurso autorizado em 22 de junho de 2026, pela Portaria MGI nº 5.093, publicada no Diário Oficial da União em 24 de junho. São 60 vagas para o cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC), de nível superior, com remuneração inicial de R$ 20.924,80.
As vagas são distribuídas entre 39 para ampla concorrência, 15 para candidatos negros, 3 para pessoas com deficiência, 2 para indígenas e 1 para quilombolas. A CGU é o órgão responsável pela auditoria pública, correição, transparência e combate à corrupção no governo federal. O edital deve sair até 24 de dezembro de 2026.
ANPD: primeiro concurso da história da Agência
O caso mais simbólico dos quatro é o da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que nunca havia realizado concurso próprio desde sua criação, em 2020. Até então, a agência funcionava com servidores cedidos por outros órgãos. A autorização libera 50 vagas para o cargo de Especialista em Regulação de Proteção de Dados.
São aceitas formações em Direito, Tecnologia da Informação, Economia, Ciência de Dados, Psicologia, Relações Internacionais e outras áreas. Os salários variam de R$ 17.726,42 a R$ 29.119,71, conforme a progressão na carreira. O edital é esperado até dezembro de 2026.
Prazos e próximos passos
Nos quatro certames, o intervalo mínimo entre a publicação do edital e a aplicação das provas é de dois meses. Isso significa que, se os editais saírem entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, as provas devem ocorrer a partir de fevereiro de 2027. As bancas organizadoras ainda não foram definidas, mas a tendência é que sigam o padrão das últimas edições de cada órgão.
O calendário de oportunidades federais segue aquecido. Para quem busca opções em outros níveis, vale conferir a lista de concursos com inscrições abertas em agosto de 2026, que reúne Dataprev, polícias e prefeituras com milhares de vagas. Também é útil acompanhar como o governo vem focando na nomeação de aprovados do CNU enquanto prepara as novas seleções.
Como se preparar antes do edital
Para quem pretende disputar uma dessas vagas, o período de espera pelo edital não deveria ser tempo parado. É exatamente a fase em que quem começa antes sai na frente. Algumas recomendações práticas:
- Estude pelo edital anterior de cada órgão, que é o melhor guia de conteúdo enquanto o novo não sai.
- Priorize as disciplinas de maior peso, como direito tributário, direito constitucional, administração e conhecimentos específicos.
- Resolva provas anteriores para se acostumar ao estilo da banca de cada instituição.
- Acompanhe os canais oficiais dos órgãos para não perder a publicação do edital.
Conclusão
Os quatro concursos autorizados reforçam a recomposição do quadro de servidores federais em áreas estratégicas, com salários atrativos e carreiras estáveis. Como os editais ainda não saíram, o momento é favorável para começar a preparação com antecedência. No ContratadoAKI, empresas de todo o Brasil publicam vagas todos os dias, e você também encontra dicas de carreira e oportunidades atualizadas no site.
Fontes: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Diário Oficial da União e portais oficiais dos órgãos. Consulte a página de concursos da CGU e o detalhamento das autorizações da Receita Federal e do Banco Central.
